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Produção do Queijo Artesanal

Produção do Queijo Artesanal

Olá amigos do Raízes de Minas, como estão as coisas? Esperamos que bem.

Hoje vamos falar sobre um produto que está na lista dos mais requisitados: os queijos artesanais.

Vocês já devem saber que esse queijo é feito de leite cru e que seu processo agrega elementos que compõem seu sabor e qualidade nutritiva. Mas sabem como é dado o processo de produção desse queijo delicioso? Como deve ser armazenado? Veremos isso agora mesmo.

Um queijo como este possui diversos critérios de produção que começam já na criação do animal que fornecerá a matéria prima para sua produção, pois até mesmo o alimento que ele consome é um fator que altera o resultado, por isso todo cuidado é pouco e todo zelo com sua alimentação não é apenas um mero detalhe para o produtor. Como podemos ver, cada etapa deve ser monitorada e seus resultados devem ser mensurados e acompanhados para que o padrão de qualidade seja mantido dentro da margem desejável. Tenhamos em mente que o alimento dos animais, o clima e a região interferem no sabor do leite, mais um motivo para que os produtores tenham ainda mais esmero em cada processo.

Após a ordenha entramos efetivamente na produção do queijo. O leite é colocado em tonéis onde receberá o coalho junto a um fermento líquido fruto de uma produção anterior, chamado de “pingo”. Depois de um tempo, esse leite será retirado, espremido manualmente e colocado em uma forma redonda, onde receberá sal grosso em sua superfície e será ocorrerá o escoamento do soro para que finalmente esse material seja arejado em uma prateleira. Para a produção de uma peça que pesa na faixa de 1,3 kg, é utilizado uma média de 10 kg de leite.

Agora sobre a conservação: Para que o queijo seja mantido em suas condições mais naturais, é necessário que fique sempre em um ambiente arejado, isso significa que o produto não pode ser armazenado em geladeira por muito tempo nem permanecer em lugares secos e fechados para permitir sua maturação (processo físico, bioquímico e microbiológico do qual falaremos com maiores detalhes em breve). Além disso, não podemos deixá-lo em embalagens plásticas por muito tempo, o ideal é que o queijo seja depositado sobre uma tábua de madeira, deixado em um ambiente fresco e arejado e que seja virado diariamente. Por conta disso, produtores e distribuidores lidam com quantidades calculadas do produto para propiciar um transporte e armazenamento dentro das condições ideais.

Sempre que adquirir um de nossos queijos tenha em mente que está consumindo um alimento de qualidade, que passa por processos criteriosos de produção, além de ser rico em nutrientes (cálcio, fósforo, proteínas e vitaminas) e trazer benefícios ímpares para a uma dieta saudável.

Gostou da matéria? Quer saber mais sobre as delícias da cozinha mineira?

Então estaremos te aguardando para degustar nossos produtos e sentir o verdadeiro sabor de Minas! Entre em contato conosco por aqui ou pelas redes sociais.

Trabalhamos com distribuição e venda no atacado e varejo de alimentos trazidos das várias regiões do estado de Minas Gerais, como diversos tipos de queijos, provolone desidratado, requeijões, manteigas, pães de queijo, doces, pamonhas, cachaças, licores, molhos de pimenta, cafés, salgados congelados, etc.

Estamos localizados no bairro do Ipiranga, na Rua Clemente Pereira, número 583 na cidade de São Paulo.

Somos apaixonados por QUEIJO e queremos compartilhar essa paixão com VOCÊ.

O que são os Queijos Artesanais?

O que são os Queijos Artesanais?

Queijos de leite cru são os queijos fabricados artesanalmente a partir de leite recém-ordenhado e não pasteurizado. 

A maioria das pessoas não sabe, mas todos os queijos tradicionais do mundo eram originalmente fabricados a partir do leite cru, queijos famosos como a mussarela, o parmesão, o camembert, o brie, o roquefort. Atualmente, por uma forte pressão das legislações sanitárias internacionais e nacionais, estes mesmos queijos são mais facilmente encontrados pasteurizados e em versão industrializada, mas quem já teve o prazer de conhecer as versões originais sabe que a diferença é muito grande.

Os queijos industrializados, geralmente disponíveis em supermercados, são padronizados e produzidos em maior escala, a partir da coleta de leite de vários produtores. Nesse processo, o leite é pasteurizado antes da elaboração dos queijos. A pasteurização consiste no tratamento térmico do leite, e tem como objetivo eliminar bactérias indesejáveis transmissoras de doenças assim como bactérias responsáveis por deteriorar o leite. No entanto, a pasteurização desnatura proteínas, altera o sabor e elimina também os micro-organismos benéficos (bactérias lácticas, fermentos, etc) responsáveis pelas características especiais dos queijos tradicionais. A padronização dos processos e a homogenização do leite leva à perda da diversidade característica dos queijos artesanais.
Os queijos artesanais de leite cru são produtos vivos, que apresentam texturas, sabores e aromas únicos, resultado da ligação intrínseca que possuem com os diferentes territórios, climas, pastos, modos e tradições do fazer artesanal de cada região. Apresentam por isso uma rica diversidade de sabores, que variam entre as regiões, mas também de produtor a produtor e com as estações do ano.

Sua superioridade em relação aos queijos industriais – reconhecida entre os consumidores e os apreciadores – se deve justamente pela ausência de tratamento térmico do leite (pasteurização ou esterilização) que destrói a maior parte da flora benéfica deste alimento e altera profundamente as características tradicionais dos queijos.

No Brasil existem queijos tradicionais feitos de leite cru em diversas regiões. Eles são fabricados há dezenas (ou centenas) de anos em pequena escala, por pequenos produtores rurais, como é o caso dos queijos minas artesanais canastra, salitre, araxá e serro em Minas Gerais; dos queijos colonial e serrano, no Sul; dos queijos de coalho e de manteiga (ou requeijão) no Nordeste, do queijo marajó, no Pará, citando apenas alguns. Por não atenderem aos requisitos legais estabelecidos pela legislação sanitária ‐ baseada nos padrões da produção industrial de grande escala muitos desses queijos são comercializados apenas de maneira informal. No entanto correm o risco de serem apreendidos pela fiscalização, causando prejuízos aos produtores e dificultando o acesso a mercados nas grandes cidades. Nos supermercados encontramos alguns destes queijos nas suas versões pasteurizadas e industrializadas, que “imitam” o tradicional (e copiam seu nome), como no caso do “minas padrão”, do “colonial” e do “queijo coalho”, mas que são bastante diferentes dos originais, que as novas gerações correm o risco de jamais conhecerem.

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